O DIA QUE DEUS DIZ: "CHEGA!". 1 Samuel 2.22-36
Este é o tempo de fazermos uma definição em nossas vidas: a quem iremos servir? A Deus ou a nós mesmos?
2:22–26 Eli só repreendeu seus filhos quando ouviu relatos da imoralidade deles, mas era tarde demais para uma palavra branda de censura ter qualquer efeito. Endureceram o coração, e, como juízo, Deus também os endureceu, como havia feito com Faraó em outros tempos, pois havia decidido destruí-los. Enquanto isso, Samuel crescia tranquilamente, e sua pureza e bondade agradavam tanto o SENHOR quanto os homens. Tendo em vista que esses acontecimentos ocorreram no período dos juízes, não surpreende ver o sacerdócio corrompido pela decadência moral da época.
Tão grandes eram seus pecados contra os meios de graça de Deus que o Senhor os entregou à condição letal de um coração endurecido. Dale Ralph Davis aplica isso como uma advertência para todos nós: “Uma pessoa pode permanecer tão firme na sua rebelião que Deus a confirmará nela, de modo que permanecerá totalmente surda e insensível a quaisquer advertências de juízo ou rogos para que se arrependa”.
A condenação da casa de Eli se cumpriu por meio dos seguintes acontecimentos: Aimeleque e seus filhos (com exceção de Abiatar) foram assassinados por Saul (v. 31; 22:16–20); Abiatar foi expulso do sacerdócio no reinado de Salomão (v. 32–33;
Assim, o descendente de Eli foi colocado numa ocupação secundária durante as glórias do reinado de Salomão, olhando com inveja para os que ocupavam o sacerdócio e sobrevivendo da generosidade do homem que o suplantou, como
Eli deve ter passado muitas noites acordado perguntando-se como as coisas haviam dado tão errado com seus filhos. Podemos imaginar que seus pensamentos sobre o que teria feito de maneira diferente se tivesse a oportunidade de criar seus filhos de novo dariam uma leitura interessante. Quando nossos filhos tiverem crescido, o que desejaremos ter feito de maneira diferente? Desejaremos ter sido mais diligentes em ensinar e discutir a palavra de Deus? Sentiremos arrependimento por não ter sido mais determinados e coerentes em corrigir o pecado? Perguntaremos por que não nos esforçamos para ser um exemplo melhor para a fé e piedade deles? Questionaremos as prioridades que demonstramos pelo nosso estilo de vida ou desejaremos que tivéssemos aproveitado o tempo para nos envolver mais na vida dos nossos filhos? O problema é que quando nossos filhos tiverem crescido será tarde demais para colocarmos em prática qualquer uma dessas resoluções. Para Eli, tudo o que restava era a queda da sua casa, enquanto Deus agia nos bastidores para fazer nova provisão para a liderança do seu povo. Os pais que, hoje, sentirem que têm errado na criação dos seus filhos devem aproveitar o tempo restante orando pela graça interventora de Deus e buscando todos os meios piedosos para fazer o bem aos seus filhos.
A mensagem do pequeno e piedoso Samuel e dos ímpios filhos de Eli é que nada é mais importante do que a piedade pessoal, em famílias piedosas e graciosas, com um compromisso simples com a palavra de Deus e com a oração. Se quisermos fazer verdadeira diferença com nossa vida, não buscaremos as áreas de influência mundana, especialmente quando elas exigirem que façamos concessões com princípios bíblicos. É melhor o povo de Deus servir humildemente ao Senhor, geralmente nos bastidores, lembrando-se de sua promessa: “Aos que me honram, honrarei” (
Um famoso exemplo de pessoa que honrou a Deus e foi honrada por ele é o de Eric Liddell, um atleta olímpico escocês que ganhou uma medalha de ouro na Olimpíada de 1924, em Paris. Liddell nasceu e foi criado na China como filho de missionários cristãos. Voltando para a Escócia na sua adolescência, emergiu como um dos maiores corredores que a Escócia já produziu, numa época em que o orgulho nacional britânico cobiçava muito a glória olímpica. Liddell era o favorito para vencer a prova dos 100 metros rasos. Porém, surgiu um problema quando ele soube que a corrida ocorreria num domingo. Liddell estava convencido, pela Escritura, de que não devia competir no dia do Senhor, por isso recusou-se a participar. Denunciado pelos jornais como traidor e pressionado pessoalmente pelo Príncipe de Gales a rever seus princípios, Liddell permaneceu firme, determinado a honrar o Senhor acima do seu bem-estar pessoal e mesmo acima do seu país.
Foi feito um acordo segundo o qual Liddell não participaria da corrida de 100 metros e, em vez disso, participaria da corrida dos 400 metros, uma das poucas corridas que não tinha provas no domingo. Liddell não havia treinado para isso, mas correria como sua única oportunidade de ganhar nas Olimpíadas. Quando se preparava naquela manhã, um membro da equipe de treinamento britânica se aproximou e lhe entregou um bilhete. Eric abriu o pedaço de papel enquanto caminhava para a corrida. Nele estavam escritas as palavras de
